terça-feira, 8 de julho de 2008

Comentário da Semana


Após ficarmos indignadas com um texto extremamente machista (que nós também vamos acabar fazendo) resolvemos então fazer o comentário da semana baseado na sensação que tivemos após terminar a leitura.
"Peguei 5", até pouco tempo atrás pensaríamos que que se tratava da fala de um homem, mas hoje quem diz é a mulher. Não que estejamos fazendo ao homem peguei 5 ou mais, até porque fidelidade é fundamental.
Para terem idéia do que se trata o texto, vamos contar uma piada que ouvimos no ponto de ônibus por uma pessoa dita engraçada: "para um homem ter uma mulher bonita ele tem que fazer karatê, karatê dinheiro, karatê carro, karatê beleza."
Três coisas que seriam ditas essenciais, na verdade não passam de complementos que não são fundamentais.
Não vamos negar que grande parte das mulheres atualmente mantém suas relações a partir de interesses financeiros para ganhar o que poderia ser chamado de "vida fácil", sentimentos então serão mantidas fora de cogitação.
Como a maioria da população mantém intrínsecamente idéias machistas é mais fácil aceitar o comportamento inverso como o mais natural. Quanto terminamos de ler o texto ficamos abismadas, mas apesar de tudo consideramos como uma boa resposta à pergunta de como conseguir um marido rico e bonito.
Não adianta ser bonito, mas hipócrita; não adianta ter dinheiro e te bater de noite. Não adianta se ele tem carro mas não é companheiro, ter alguém não é como ter uma coisa ou uma conta no banco, é ter alguém com que você possa compartilhar os momentos da vida para que seja eterno enquanto dure.




Para quem quiser conhecer o texto base do comentário da semana o link é: World of Glass

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Aliviando a tensão



Aos leitores

Após algumas semanas “fechado para balanço” o Programa de Índio retorna com astral renovado e algumas possíveis modificações nas matérias abordadas para que o leitor continue sempre informado.

Programa de Índio, só para inteligentes. Porque nós acreditamos na sua capacidade.



A redação.

O nariz

Era um dentista, respeitadíssimo. Com seus quarenta e poucos anos, uma filha quase na faculdade. Um homem sério, sóbrio, sem opiniões surpreendentes mas uma sólida reputação como profissional e cidadão. Um dia, apareceu em casa com um nariz postiço. Passado o susto, a mulher e a filha sorriram com fingida tolerância. Era um daqueles narizes de borracha com óculos de aros pretos, sombrancelhas e bigodes que fazem a pessoa ficar parecida com o Groucho Marx. Mas o nosso dentista não estava imitando o Groucho Marx. Sentou-se à mesa do almoço – sempre almoçava em casa – com a retidão costumeira, quieto e algo distraído. Mas com um nariz postiço.
- O que é isso? – perguntou a mulher depois da salada, sorrindo menos.
- Isso o quê?
- Esse nariz.
- Ah. Vi numa vitrina, entrei e comprei.
- Logo você, papai...
Depois do almoço, ele foi recostar-se no sofá da sala, como fazia todos os dias. A mulher impacientou-se.
- Tire esse negócio.
- Por quê?
- Brincadeira tem hora.
- Mas isto não é brincadeira.
Sesteou com o nariz de borracha para o alto. Depois de meia hora, levantou-se e dirigiu-se para a porta. A mulher o interpelou.
- Aonde é que você vai?
- Como, aonde é que eu vou? Vou voltar para o consultório.
- Mas com esse nariz?
- Eu não compreendo você – disse ele, olhando-a com censura através dos aros sem lentes. – Se fosse uma gravata nova você não diria nada. Só porque é um nariz...
- Pense nos vizinhos. Pense nos cliente.
Os clientes, realmente, não compreenderam o nariz de borracha. Deram risadas (“Logo o senhor, doutor...”) fizeram perguntas, mas terminaram a consulta intrigados e saíram do consultório com dúvidas.
- Ele enlouqueceu?
- Não sei – respondia a recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos. – Nunca vi ele assim. Naquela noite ele tomou seu chuveiro, como fazia sempre antes de dormir. Depois vestiu o pijama e o nariz postiço e foi se deitar.
- Você vai usar esse nariz na cama? – perguntou a mulher.
- Vou. Aliás, não vou mais tirar esse nariz.
- Mas, por quê?
- Por quê não?
Dormiu logo. A mulher passou metade da noite olhando para o nariz de borracha. De madrugada começou a chorar baixinho. Ele enlouquecera. Era isto. Tudo estava acabado. Uma carreira brilhante, uma reputação, um nome, uma família perfeita, tudo trocado por um nariz postiço.

- Papai...
- Sim, minha filha.
- Podemos conversar?
- Claro que podemos.
- É sobre esse nariz...
- O meu nariz outra vez? Mas vocês só pensam nisso?
- Papai, como é que nós não vamos pensar? De uma hora para outra um homem como você resolve andar de nariz postiço e não quer que ninguém note?
- O nariz é meu e vou continuar a usar.
- Mas, por que, papai? Você não se dá conta de que se transformou no palhaço do prédio? Eu não posso mais encarar os vizinhos, de vergonha. A mamãe não tem mais vida social.
- Não tem porque não quer...
- Como é que ela vai sair na rua com um homem de nariz postiço?
- Mas não sou “um homem”. Sou eu. O marido dela. O seu pai. Continuo o mesmo homem. Um nariz de borracha não faz nenhuma diferença.
- Se não faz nenhuma diferença, então por que usar?
- Se não faz diferença, porque não usar?
- Mas, mas...
- Minha filha...
- Chega! Não quero mais conversar. Você não é mais meu pai!

A mulher e a filha saíram de casa. Ele perdeu todos os clientes. A recepcionista, que trabalhava com ele há 15 anos, pediu demissão. Não sabia o que esperar de um homem que usava nariz postiço. Evitava aproximar-se dele. Mandou o pedido de demissão pelo correio. Os amigos mais chegados, numa última tentativa de salvar sua reputação, o convenceram a consultar um psiquiatra.
- Você vai concordar – disse o psiquiatra, depois de concluir que não havia nada de errado com ele – que seu comportamento é um pouco estranho...
- Estranho é o comportamento dos outros! – disse ele. – Eu continuo o mesmo. Noventa e dois por cento de meu corpo continua o que era antes. Não mudei a maneira de vestir, nem de pensar, nem de me comportar, Continuo sendo um ótimo dentista, um bom marido, bom pai, contribuinte, sócio do Fluminense, tudo como era antes.
- Mas as pessoas repudiam todo o resto por causa deste nariz. Um simples nariz de borracha. Quer dizer que eu não sou eu, eu sou o meu nariz?
- É... – disse o psiquiatra. – Talvez você tenha razão...
O que é que você acha, leitor? Ele tem razão? Seja como for, não se entregou. Continua a usar nariz postiço. Porque agora não é mais uma questão de nariz. Agora é uma questão de princípios.

Luis Fernando Veríssimo

A verdade

Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

- Agora me lembro, não era um homem, erram dois.

- E o pai e os irmãos da donzela saíramm atrás do segundo homem e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anela. E a donzela disse:

- Então está com o terceiro!

Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

- Foi ele que assaltou a donzela, e arrrancou o anel de seu dedo e a deixou desfalecida - gritaram os aldeões. - Matem-no!

- Esperem! - gritou o homem, no momentoo em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. - Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos.

O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo "Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor". E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: "Rameira! Impura! Diaba!" e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço.

Antes de morrer, a donzela disse para o pescado:

- A sua mentiraera maior que a minha. EEles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verade?

O pescador deu de ombros e disse:

- A verdade é que eu achei o anel na baarriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.

Veríssimo

domingo, 15 de junho de 2008

PDI Esportes - Futebol

Quem adora um futebol bem jogado deve está adorando a Euro 2008 que está sendo transmitida pela rede record.
Se tratando de Eurocopa esperávamos muitas surpresas, mas realmente essa competição está fantástica. Porém, o que não esperávamos é que as as seleções favoritas ao título não respondessem as expectativas, como é o caso da Itália, França e Alemanha, já o time de Felipão, a Espanha, Croácia e Holanda estão indo maravilhosamente bem.
Quem achava que o jogador francês Thierry Henry ou o português Cristiano Ronaldo seriam os artilheiros da Euro 2008 caíram do cavalo, até agora o artilheiro é o jogador da Espanha David Villa que marcou 3 dos 4 gols da Fúria em cima da Rússia e ainda marcou o segundo gol espanhol no 2 a 1 sobre a Suécia, em jogada individual já nos acréscimos da partida.
Então leitores, façam suas apostas. Qual será a seleção que ganha a Euro 2008? E quem será o artilheiro? Contamos com a sua participação.

sábado, 14 de junho de 2008

PDI Profissões - Jornalismo

Jornalista: o profissional da informação. Nem só de televisão, rádio e jornal vive um profissional da área.
O jonalista é um profissional da notícia, que busca informações atualizadas e de interesse público ou privado, divulgando - a pelos meios de comunicação como jornais, rádios, revistas, internet e televisão. Redige e edita reportagens, entrevistas, artigos, adaptando a abordagem dos textos ao tipo de veículo e de público à que se destinam. Para exercer a profissão é preciso obter o registro nas Delegacias Regionais do Ministério do Trabalho.

Áreas de Atuação: Assessoria de imprensa, jornais, emissoras de rádio e televisão, revistas, agências de notícias, publicações dirigidas e instituições de ensino e pesquisa, fotojornalismo, editor.
O curso tem duração de 4 anos e o salário médio inicial é de R$ 1.200.

Faculdades:

Particulares: Faculdade da Cidade, FTC, Jorge Amado, FIB.

Públicas: UFBa, Uesb e Uneb.